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Obstetra Centro Curitiba

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DRA. TÂNIA ANDRADE DECOUSSAU MACHADO

O QUE É A DIABETES GESTACIONAL? ESSA DOENÇA PODE PREJUDICAR O MEU BEBÊ?

Diabete gestacional é o aumento dos níveis de açúcar no sangue na gravidez. Essa doença afeta cerca de 7% das mulheres.


Durante a gestação, a placenta produz o hormônio lactogênio placentário que bloquea a ação da insulina, a substância responsável pelo transporte do açúcar do sangue para dentro das células.A intenção é reduzir a entrada de glicose nas células da mãe para poupar a glicose para o feto. Na maioria das mulheres, o pâncreas aumenta a produção de  insulina para superar essa resistência. Quando o pâncreas não consegue aumentar a secreção de insulina a níveis que controlem a glicemia teremos o diabetes gestacional.


Os níveis do hormônio lactogênio placentário começam a se tornar significativos a partir da 25a semana de gestação, por isso o diabetes gestacional  costuma aparecer entre 24 e 28 semanas de gestação e conforme a gravidez avança e a placenta cresce, eleva-se o risco do diabete surgir.

Praticamente todas as mulheres que recebem o diagnostico de diabetes durante a gravidez perguntam: como essa doença pode influenciar meu bebê?


Dois terços do açúcar da mãe vão para o bebê. Essa excesso de açúcar sobrecarrega o pâncreas da criança que, então, começa a produzir mais insulina que, é um hormônio anabólico, ou seja, ele promove o crescimento do bebê. Esse bebê grande precisa de mais oxigênio. Só  que o excesso de açúcar no sangue atrapalha o funcionamento da  hemoglobina fetal e ela libera menos oxigênio para os tecidos.


Em resposta a essa falta de oxigênio ocorre um aumento da produção de hemácias (células que transportam o oxigênio), levando à poliglobulia e aumento da viscosidade sangüínea.


Esse sangue mais espesso predispõe a  trombose do cordão umbilical e óbito fetal intra-útero súbito.
Após nascer, o bebê respira e o nível de oxigênio normaliza daí o corpo destrói essas hemácias em excesso. Quando degradada a hemoglobina vira bilirrubina que causa aicterícia neonatal.


Nestes casos o recém nascido pode acabar precisando da FOTOTERAPIA, que é o "banho de luz"
 

 Meu bebê terá diabetes ao nascer ?
O que pode ocorrer em bebês de pacientes com diabetes gestacional é exatamente o contrario. Quando a concentração de açúcar no sangue da mãe é muito alta, o feto acaba por receber muita glicose e estimula demais seu pâncreas, liberando muita insulina. Depois do parto, o pâncreas do recém nascido continua a liberar muita insulina mas o aporte de açúcar diminui, consequentemente levando a hipoglicemia neonatal. Em casos mais graves pode ser até necessário que o bebê interne na UTI NEONATAL para tratamento da hipoglicemia com soro com glicose até se estabelecer um equilíbrio entre a produção de insulina e a oferta de açúcar.

A maior parte das pacientes que têm diabete gestacional consegue controlar as taxas de açúcar apenas com dieta e com a prática de uma atividade física.


 Apenas 20% delas precisam fazer uso de insulina, que é um tratamento seguro e não afeta nem a mãe nem o bebê.
 

Há um risco maior de óbitos fetais tardios (acima de 32 semanas) em pacientes com diabetes não controlada.
O resultado perinatal está diretamente relacionado ao controle metabólico materno, com evidência de 52,4% de macrossomia (bebês com peso maior que 4 kg), 14,3% de óbito fetal e 8,2% de má formações em gestantes com controle metabólico não adequado, caracterizado por média glicêmica superior a 130 mg/dl no terceiro trimestre.

As complicações do Diabetes Gestacional podem ser graves mas sempre acontecem em pacientes com diabetes descompensado e glicemia elevada.
Extremamente importante a aderência da paciente ao tratamento para evitar essas complicações.